Planeta PSL-BA :: pensando o software livre na Bahia

03/07/2009

Lucas Almeida Rocha

GCDS #1

July 03, 2009 12:01 PM

30/06/2009

Alexandro Silva

Saiu do forno – OSSEC v2.1

O Ossec HIDS faz parte do meu dia a dia a um bom tempo. Ele é o cara que me mostra se tudo está correndo bem nos servidores que monitoro, permitindo sempre uma ação pró-ativa. O Ossec é ferramenta básica para qualquer Sysadmin que não quer ser pego de surpresa. Hoje saiu um novo release dessa [...]

June 30, 2009 01:38 PM

29/06/2009

Rafael Gomes

Lua de Mel em gramado parte 1

Como estive muito ocupado todo tempo, seja por conta de curtir gramado ou o FISL, não pude postar nada por lá. Tinha que aproveitar cada momento dessa fantástica viagem. Sendo assim lá vai o resumão: Gramado é sensacional como dizem, porém vou logo adiantando, muito caro. Ao menos pra meus padrões financeiros, ...

June 29, 2009 11:00 PM

Fábio Nogueira

E que venha o FISL 11…

Mais um FISL acabou e dessa vez foi 10! ;) (Salvo a presença do nosso presidente Lula que por motivo de segurança, o acesso aos stands ficou limitado a poucas pessoas).

GNOMErs, Ubuntusers, simpatizantes do SL, todos juntos num só lugar… Trocando idéias, fortalecendo velhas amizades e como sempre a troca de contatos pessoais e profissionais. Mais uma vez, só se via o Ubuntu em diversas máquinas espalhadas pelo evento, fica até repetitivo falar sobre isso mais uma vez… Saca só algumas fotos:

GNOMErs posando para foto

GNOMErs posando para foto

Jorge Pereira

No stand do GNOME, Jorge Pereira devorando códigos

Ser eu estava frio?

Se estava fazendo frio?

A minha cobertura fotográfica completa pode ser encontrada no meu perfil do Flickr: Ubuntuser (Tem o jantar dos palestrantes, reuniões do Ubuntu e GNOME Brasil, festa de encerramento, etc…)

Quero aqui saudar e agradecer aos meus amigos que sempre encontro neste grande evento, estes que podem ser considerados como de infância, quase fazem parte da família (Em ordem alfabética para não provocar ciúmes): André Gondim, Cropalato, Duda Nogueira (Bit Doidão) Djavan Fagundes, Flamarion Jorge, Hugo Dória (Milhouse), Jonh Wendell, Karlisson (o Nerdson), Jorge Pereira, Licio, LinuxPOA, Lucas Arruda, Mário Meyer, Paulino Michelazzo, Paulo Christiano, Pretto, Rafael Proença, Tiago (T-Rex) e sua esposa Luciana (Sem esquecer do pequeno Gustavo), Úrsula (Ursinha), Vicente Aguiar, Vinícius e Bruno Depizzol, entre outros…

Esperamos sempre o melhor e com o FISL 11 não será diferente. Quem venha 2010!

Ps.: Um viva em especial para o meu amigo Ricardo Cropalato… Happy birthday, dude!

Ps.2: A fome me fez esquecer de citar o meu ‘broder’ Duda Nogueira…

June 29, 2009 06:40 PM

28/06/2009

Nelson Pretto

Irecê é (software) livre?

Ao longo dos últimos anos, a Faculdade de Educação da UFBA tem desenvolvido um trabalho em parceria com o Município de Irecê, o qual avança por três gestões do executivo municipal. Pesquisas em todo o mundo apontam como elemento fundamental ao desenvolvimento de projetos duradouros e consistentes, a sua continuidade ao longo do tempo, independentemente das mudanças políticas locais. Entretanto, na prática, com a chegada dos novos dirigentes eleitos, alterações quase que radicais são introduzidas em políticas bem sucedidas que estavam em andamento no país, no estado ou no município.

Tomemos o caso de Irecê. Como resultado dessas ações integradas da UFBA e Município, foi implantado um projeto de formação dos professores da rede municipal, já com 140 professores licenciados, articulado com uma política de inclusão digital que inclui os Tabuleiros Digitais, no início apoiados pela Petrobrás (infelizmente, posteriormente cortado!) e um Ponto de Cultura, apoiado pelo MinC, entre outras ações. Esses projetos são os responsáveis pela implantação de uma verdadeira incubadora de idéias no campo da cultura digital, com uma Rádio Web em software livre, constituindo o Ciberparque Anísio Teixeira, homenagem ao grande educador baiano que, com certeza, adoraria ver a meninada usando de forma plena as tecnologias digitais, como o fazem em Irecê.

No início desse projeto, 50 jovens receberam uma bolsa de estudo (Ministérios do Trabalho e Cultura), para atuarem no Ponto de Cultura com software livre. O resultado foi que desses 50, 49 foram imediatamente empregados logo depois dos cinco meses de bolsa. Um grupo dali egresso criou um pequena empresa de suporte a software livre no município, a qual, provavelmente, foi a primeira empresa do gênero no interior do Estado. Esse grupo articulou-se com a Câmara dos Vereadores e implantou uma rádio web, com software livre, o que possibilitava a todos os cidadãos acompanharem as sessões da Câmara Municipal de qualquer lugar onde houvesse internet.
Além das transmissões ao vivo, ficavam disponíveis o áudio das sessões anteriores, de forma que a comunidade pudesse acompanhar a atuação dos vereadores e o que se discutia naquele egrégio palácio a qualquer momento. São pequenas ações como essas que fazem uma enorme diferença quando se pensa em democracia.
Porém, lamentavelmente, essa breve e rica experiência, que articulava transparência, criatividade, emprego para a juventude e, muito importante, software livre, ao invés de ter sido exemplo a ser adotado por outras casas legislativas país a fora, foi ceifada.
A nova administração da Câmara Municipal de Irecê simplesmente tirou da rede a sua rádio web.
Triste Bahia!

Artigo publicado no jornal A Tarde, da Bahia, em 28.06.2009, pag. 03.

June 28, 2009 05:00 PM

27/06/2009

Antonio Terceiro

Qualidade de Código: mantendo seu projeto de software sob controle

Essa foi a minha palestra no fisl10. Os slides estão disponíveis para download aqui.

A palestra estava cheia., mas eu acho que no final das contas a palestra pode ter ficado teórica demais. Se alguém tiver comentários, eu ficaria muito feliz em recebê-los aqui nesse post.

June 27, 2009 09:26 PM

Fábio Nogueira

Um vídeo vale mais que mil palavras

Lula é Ubuntu

(Clique na foto para ver o vídeo completo da presença do Lula no FISL 10)

June 27, 2009 04:52 PM

26/06/2009

Fábio Nogueira

Lula visita o FISL

… e sai com a camisa do Ubuntu - BR!

June 26, 2009 07:37 PM

Antonio Terceiro

Campanha: desligue o seu Access Point no FISL10!

Network-wirelessVocê já deve ter percebido que a rede wireless do FISL funciona muito bem durante o começo da manhã e no final do dia, não é? Pois é, isso é porquê nesse horários os access points dos participantes não estão ligados! Eu não sou nenhum especialista em wireless, mas do pouco que eu entendo sobre rádio, eu sei que não dá pra transmitir tanta coisa na mesma frequência. O centro de eventos da PUCRS tem uma boa estrutura de wireless, mas com tanto AP ligado ela se torna inútil. Eles até tentam mudar o canal do wireless, mas sempre tem mais um tanto de access points em vários canais.

Por isso, estou iniciando a campanha "Desligue o seu Access Point no FISL". Se você quer ter uma rede privada no seu stand, ao menos tire as antenas do AP pra que ele não atrapalhe a rede geral, ou melhor ainda, desligue o wireless do seu AP e use só as portas ethernet dele.

June 26, 2009 01:21 PM

25/06/2009

Fábio Nogueira

#FISL - Sorteio de livro oficial do Ubuntu

livro

Diretamente do FISL, mas não para falar do mesmo, venho aqui divulgar o sorteio que faremos dos livros oficiais do Ubuntu (Segunda edição). Para participar, basta acessar o site http://ubuntu-br.org/sorteio e preencher o formulário.

O sorteio será realizado durante o FISL no stand do Ubuntu Brasil no sábado às 10:00h e o prêmio será entregue às 16:00h. Lembrando que o prêmio será destinado apenas para os participantes do evento, sendo entregue pessoalmente no local. O ganhador será avisado através do email cadastrado!

Boa sorte!

June 25, 2009 06:53 PM

23/06/2009

Antonio Terceiro

Imprimindo a lista de chaves da festa de assinaturas do fisl10 com a2ps

Makefile que eu fiz pra arrumar a lista de chaves da festa de assinaturas do fisl10 num PDF, com duas colunas. Dá 4 páginas, fazendo frente e verso dá pra usar apenas duas folhas de papel. Eu tentei outros layouts, dava menos páginas mas a fonte não ficava legível pra mim. Você pode tentar variar isso trocando o -2 na chamada ao a2ps por -3, -4, etc.

ksp10-keylist-print.pdf: ksp10-keylist-print.ps
  ps2pdf $< $@

ksp10-keylist-print.ps: ksp10-keylist-print.txt
  iconv -f utf8 -t iso88591 $< | a2ps -2 -o $@ --no-header -

view: ksp10-keylist-print.pdf
  evince $<

clean:
  rm -f ksp10-keylist-print.ps ksp10-keylist-print.pdf

O resultado eu não vou mostrar, porque segundo as instruções, você tem que imprimir você mesmo a lista de chaves.

No final das contas essa é uma forma interessante de imprimir qualquer arquivo de texto puro, o a2ps é muito bom especialmente pra imprimir código-fonte (não que eu recomende sair imprimindo código-fonte, ou que isso seja muito útil, mas ...). Aparentente ele não reconhece UTF-8, eu tentei --encoding=utf-8 e --encoding=utf8 e não rolou. Mas apesar disso é uma ferramenta fantástica.

June 23, 2009 10:13 PM

Chegando para o fisl10

Já estou em Porto Alegre. :-)

O fisl10 promete: a Colivre está decendo em peso, vamos ter um estande na mostra de soluções para demonstrar nossos produtos e serviços. Vamos dar um enfoque especial ao Noosfero, que hoje é a plataforma do softwarelivre.org (entre outros sites). Estaremos também vendendo exemplares impressos do livro "Software Livre, Cultura Hacker e Ecossistema da Colaboração".

Vou dar duas palestras:

June 23, 2009 08:27 PM

Tiago Bortoletto Vaz

Os maus sempre vencem, pois há neutros demais no sistema


Este é um pensamento que me tocou há uns 5 anos, ainda de forma desorganizada, caótica, inconsistente talvez. A prática da leitura é o que mais tem amenizado minhas angústias em relação ao mundo, não pelo fato de imaginá-lo melhor, mas por melhor compreendê-lo, mesmo suas entranhas, das mais inóspitas. As cartas na mesa foram bem postas na Nossa Crise Social, seção 11.4 em Chutando o Pau da Barraca, de Marco Paulo Góes, Editora Caravansarai, que transcrevo no final deste post.

O fato é que algumas atitudes do passado já me acusavam de certa subversão, ou de certa falta de carisma pela neutralidade, ou de certa carência da tal flexibilidade moral, retórica bem encaixada pelo espirituoso lobista em Thank You for Smoking (Obrigado por Fumar). Algumas em tom de desabafo, chutando mesmo o pau da barraca, como deu-se em minha demissão publicada na web em 2005. Outras um pouco desafetuosas, por vezes vingativas, como aquela cobertura de uma palestra que não existiu em 2006. Outra, talvez manifestação mais ingênua, que fez parte da minha assinatura de e-mail por bom tempo, trecho do Rondó da Liberdade, do ilustre baiano Carlos Marighella. Eu queria dizer alguma coisa com isso, mas não sabia bem o quê:

“É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.”

Pensamento recentemente renovado pelo filme Das Leben der Anderen (A Vida dos Outros):

“se você não adota uma postura você não é humano!”

Encorajado por um texto da colunista Ruth de Aquino, Revista Época, originalmente apreciada num consultório odontológico se bem me lembro. Reprodução parcial obrigatória:

“O filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre costumava dizer que estamos condenados a ser livres. Se acreditarmos nisso, somos livres e por isso somos responsáveis. E, se cumprimos ordens, é porque compactuamos com elas e não somos inocentes. Cumprimos ordens por medo, ambição ou convicção. Se substituímos a convicção pela disciplina cega, pela obediência burra, pela submissão incondicional, o que resta para viver?”

Finalmente consumado por Augusto Boal, quando deixou claro para o mundo que o omisso é necessariamente aliado do opressor, não há outra opção, em texto que não me vem à memória agora.

Enfim, segue a mensagem do dia, como prometido:

“A sociedade tem por hábito classificar a bondade humana em três níveis.

Um Homem é mau: quando capaz de praticar atos que prejudiquem, malogrem, firam ou exterminem seus semelhantes. O Homem mau é inescrupuloso e tende a agir no sentido do benefício próprio, não se preocupando se este benefício venha gerar desconforto ou prejuízo aos outros.

Um Homem é bom: quando vive sua vida dentro do sistema social pertinente à época, sem atentar contra ninguém. O Homem bom é aquele que consegue sobreviver com seu próprio esforço, que trabalha e constrói sua vida e de sua família sem prejudicar semelhantes.

Um Homem iluminado: quando consegue viver sua vida em função da humanidade. O Homem que auxilia e que faz do próprio trabalho uma forma de valorizar e melhorar a vida do menos favorecido.

Os representantes do primeiro grupo são numerosos. Os do segundo, espremida maioria. No terceiro grupo, poucos são encontrados.

Os Homens que a sociedade classifica como bons, pois sustentam sua família e se esforçam para viver sem causar prejuízos aos demais, em segunda análise poderiam ser ditos neutros. Eles nada fazem para melhorar o sistema porque estão demasiadamente preocupados em cumpri-lo, dentro do estereótipo social de Homem justo. Ocupando-se em alimentar seu nicho com o dinheiro advindo do próprio suor, acreditam estar fazendo sua parte para que o mundo seja bom; afinal, se todos vivessem como ele, seria maravilhoso. Talvez, os neutros se esqueçam de que, dentro de “seu trabalho justo”, estão a serviço do injusto; que aceitando e praticando um sistema desequilibrado, colaboram para a massificação da desigualdade e da miséria.

Até que os bons gostariam de ajudar a sociedade, mas o dinheiro nunca sobra e o tempo nunca dá. Vão vivendo dentro da neutralidade, aceitando as regras e lutando por si e pela própria família, em busca de uma vida um pouco mais confortável “sem prejudicar ninguém”.

Os neutros saem do confronto, e restam apenas os maus contra os iluminados. A luta fica demasiadamente injusta: os primeiros são consideravelmente mais numerosos. E o mundo enfrenta o continuísmo. A dita evolução apenas modifica as formas de espoliação dos sem teto, sem comida e sem esperança ao longo do tempo. Um dia foi o Império, outro dia o Clero associado aos Senhores Feudais em exploração a serviçais e camponeses. Depois, a escravidão negra e indígena a serviço do luxo no período colonial. Antes, o extrativismo de riquezas da colônia para a metrópole; agora, a neo-colonização com os países subdesenvolvidos trabalhando superávit primário e déficit secundário para ostentação do superávit secundário e déficit primário dos desenvolvidos.

Ricos mais ricos, pobres mais pobres. Os maus sempre vencem, pois há neutros demais no sistema.”

– Marco Paulo Góes, em Chutando o Pau da Barraca

Posted in português

June 23, 2009 02:25 AM

20/06/2009

Carlos José Pereira

Mudanças no GCC 4.3

.
Utilizei, no desenvolvimento do software GAIA (da minha tese de doutorado), uma biblioteca para manipulação de conjuntos nebulosos chamada FISPRO (Fuzzy Inference System Professional) , disponibilizada como software livre. Pode-se utilizar como um sistema completo, interativo, com interface gráfica em java, ou pode-se utilizar apenas as funções (API) da biblioteca, desenvolvida em C++. Em qualquer caso, no Linux, é preciso realizar a compilação da biblioteca, nada que um comandozinho "make" não resolva.

Pois bem, compilei a biblioteca em setembro/outubro do ano passado, sem problemas, programa da tese terminado, tudo beleza.

Estou retomando agora o trabalho com o programa, em especial para geração de uma versão em inglês para apresentar em um congresso. Como de lá pra cá eu zerei a máquina para trocar a versão do ubuntu (de 7.10 para 8.10), precisei agora reconstruir meu ambiente de desenvolvimento. Comecei pela biblioteca FISPRO, baixei, descompactei, ajustei o que tinha que ser ajustado, make.... e surgiu monte de warnings e erros!!! Em especial:

warning: comparison with string literal results in unspecified behaviour
warning: deprecated conversion from string constant to ‘char*’

... e erros mesmo, relacionados com o uso de funções tais como strlen, strcmp, etc...

Depois de passado o pânico e o desespero :-) mãos-a-obra para descobrir porque um programa que compilava direitinho subitamente deixou de compilar (e olha que nem mudou a versão, era exatamente o mesmo programa!).

O motivo é que em 2008 eu usava o GCC versão 4.1, e agora estou usando o GCC 4.3. Pelo que entendi, esta nova versão do GCC não trás apenas novas funcionalidades e conserto de bugs, mas também algumas mudanças intencionais em algumas formas de uso, em especial para suportar novos padrões. Na maioria das vezes, as mudanças serão imperceptíveis, porém em alguns casos elas trarão algumas dores-de-cabeça para quem estiver migrando para o GCC 4.3.

Uma dessas mudanças foi a "limpeza" realizada nos arquivos #include de forma a incluir o menor número possível de arquivos adicionais. Assim, muitos programas em C++ que não incluem explicitamente a não mais compilarão.

Essa é apenas uma das mudanças. Para uma descrição completa e detalhada, sugiro a consulta a esta página:

http://gcc.gnu.org/gcc-4.3/porting_to.html

Bem, e como resolver, sem ter que alterar o código-fonte da biblioteca?

Eu resolvi com a seguinte gambiarra: instalei, via synaptic, o GCC 4.1 (pacotes cpp-4.1 e g++-4.1). Mas não basta isso, vocẽ precisa também redirecionar o atalho "gcc" e "g++" para apontarem para a versão do gcc (e g++) que você quer usar.

Vamos ver como a coisa funciona: abra o terminal, e vá para o diretório /usr/bin. Lá, exiba os arquivos que começam com gcc:

cd /usr/bin
ls -l gcc*
Você vai ver algo do tipo:

lrwxrwxrwx 1 root root 7 2009-06-20 15:11 gcc -> gcc-4.3
-rwxr-xr-x 1 root root 208068 2009-01-23 17:20 gcc-4.3
Se você já tiver instalado o gcc 4.1, verá também:

-rwxr-xr-x 1 root root 198916 2008-10-26 10:12 gcc-4.1
A primeira linha diz que o arquivo gcc, na verdade, é um "link simbólico" para outro arquivo, gcc-4.3. Isto significa que quando você executa o gcc, na verdade, está executando o gcc-4.3. Precisamos então, fazer o link apontar para o arquivo gcc-4.1, para utilizarmos esta versão do compilador. Isto é obtido com os seguintes comandos:

sudo rm gcc (para apagar o gcc)
sudo ln -T gcc-4.1 gcc -s (para recriar gcc, desta vez apontando para gcc-4.1)

Agora, ao pedir o diretório, você deverá ver:

lrwxrwxrwx 1 root root 7 2009-06-20 15:11 gcc -> gcc-4.1
-rwxr-xr-x 1 root root 198916 2008-10-26 10:12 gcc-4.1
-rwxr-xr-x 1 root root 208068 2009-01-23 17:20 gcc-4.3
Não esqueça de fazer a mesma coisa com o g++:

ls -l g++*

lrwxrwxrwx 1 root root 7 2009-06-20 15:20 g++ -> g++-4.1
-rwxr-xr-x 1 root root 200836 2008-10-26 10:11 g++-4.1
-rwxr-xr-x 1 root root 212164 2009-01-23 17:17 g++-4.3
Para testar, use "gcc --version" (ou g++ --version).

gcc (GCC) 4.1.3 20080623 (prerelease) (Ubuntu 4.1.2-23ubuntu3)
Copyright (C) 2006 Free Software Foundation, Inc.
E não esqueca de avisar aos desenvolvedores do código que você está tentando utilizar sobre esses problemas e mudanças. Lembre-se, colaborar com software livre não é apenas programar. Um relato de bugs e/ou problemas, é uma ajuda e tanto! (Eu já avisei a galera que desenvolve a biblioteca fispro.... :-) ).

Mais um aviso, lembre-se de fazer este tipo de alteração com bastante cuidado, para não "estragar" o seu sistema.

Grande abraço a todas e a todos!

Carlão

June 20, 2009 03:35 PM

19/06/2009

Fábio Nogueira

Firefox 3.5 beta 4

Como diria o Hannibal Lecter: “É preciso experimentar coisas novas”. Mesmo quando elas não são tão novas assim… ;)

Está no ar o Firefox 3.5 beta 4, versão esta que pode ser a última antes do lançamento oficial. Mais rápido e com novos recursos, inclusive o de localização geográfica no resultados das buscas, ele é facinho de ser instalado no Ubuntu 9.04. Para isso, basta abrir o Terminal e digitar:

sudo apt-get install firefox-3.5

Assim você instalará esta versão de testes por cima da anterior. Caso deseje manter a versão anterior, siga os procedimentos abaixo citados no blog do Hamacker:

1. Efetue o download do Firefox 3.5b4:

http://www.mozilla.com/products/download.html?product=firefox-3.5b4&os=linux&lang=pt-BR

2. Abra o Terminal e dentro da pasta onde o arquivo foi baixado, execute:

tar jxvf firefox-3.5b4.tar.bz2

3. Uma pasta chamada ‘firefox’ será criada, agora a mesma será renomeada para outro local:

sudo mv firefox /usr/share/firefox35

4. Para configurar um atalho, edite o seguinte arquivo:

sudo gedit /usr/share/applications/firefox35.desktop

5. Adicione o conteúdo abaixo, salve e feche o arquivo:

[Desktop Entry]
Version=1.0
Name=Navegador de Internet Firefox 3.5 beta 4
Comment=Navegador de Internet Firefox 3.5 beta 4
Exec=/usr/share/firefox35/firefox %u
Terminal=false
X-MultipleArgs=false
Type=Application
Icon=/usr/share/firefox35/icons/mozicon50.xpm
Categories=Application;Network;
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/xml;application/vnd.mozilla.xul+xml;application/rss+xml;application/rdf+xml;image/gif;image/jpeg;image/png;
StartupWMClass=Firefox
StartupNotify=true

Voilà!

Agora você pode desfrutar das duas versões.. ;)

June 19, 2009 03:01 PM

Antonio Terceiro

Oficina: Introdução a Ruby e Técnicas de Desenvolvimento Ágil

Ruby-logo2Durante o III Encontro Nordestino de Software Livre / VI Festival Software Livre da Bahia eu fiz essa oficina, cujo objetivo era de "introduzir os principais elementos da linguagem de programação Ruby, bem como de apresentar técnicas relacionadas a Desenvolvimento Ágil de Software, como Desenvolvimento Dirigido por Testes e Refatoração". Ainda que tenha sido bastante focada na prática, eu fiquei de postar o material produzido nela.

Estou bastante atrasado com isso, mas antes tarde do que nunca:

June 19, 2009 03:11 AM

16/06/2009

Antonio Terceiro

meu novo blog

Depois de bastante tempo usando o TWiki para o meu blog, estou de mudança para o Software Livre Brasil. Apesar do blog no TWiki ser muito legal e prático, eu preciso divulgar mais o Noosfero, projeto no qual eu venho trabalhando já há 2 anos, e também provar do meu próprio remédio usando o troço no dia-a-dia. Aqui também tem comentários, algo que eu e todo mundo mais que usava blog sentia falta

Você vai notar que todos meus posts antigos estão aqui também. Não, eu não copiei e colei todos eles. :--) Eu usei uma funcionalidade muito interessante do Noosfero, que é a de popular um blog através de um feed RSS ou Atom. Para isso, use a opção "configurar blog" no seu painel de controle, e marque a opção "Obter posts de um feed externo".

Noosfero-feed-externo

Coloque o endereço do feed no campo correpondente. Note que esse não é o endereço do blog, mas sim do seu feed RSS ou Atom! Quem estiver migrando pode deixar marcada a opção "Obter posts apenas uma vez", mas quem quiser que o Noosfero fique acompanhando o blog externo, é só marcar a opção "Obter posts periodicamente".

Pra quem está migrando, uma dica importante: certifique-se de usar um feed que traz todos os seus posts, senão apenas os posts que estão atualmente no seu feed serão importados (normalmente os últimos 10 ou 20, a depender da plataforma de blog que você usa).

June 16, 2009 10:10 PM

Amadeu Junior

Meu mestrado, parte 2: solução para empacotamento

Entendendo esse post

Esse também faz parte da série de posts sobre minhas investigações no mestrado na PUC-Rio. Esse trata em detalhe as alternativas que pesquisei como solução de empacotamento multi-plataforma e multi-linguagem para ajudar um sistema de componentes de software distribuídos a instalar pacotes de componentes com suporte à dependências externas e além ao modelo de componentes (também conhecidas na área de componentes como dependências estáticas). A decisão no mestrado foi reusar e modificar o LuaRocks para fornecer suporte multi-linguagem, foi uma ótima decisão, viabilizou toda a outra parte do trabalho que se referia à implantação de componentes propriamente dita e digamos mais academicamente importante (afinal academicamente sistema de pacotes é algo digamos POUQUíSSIMO COMENTADO!).

Falar como os sistemas de pacotes podem ajudar a sanear as instalações é trivial para um linux-user, mas não para um academic-guy que só quer saber de quantas referências há para "sistemas de pacotes" ! Nesses casos a comunidade das redes de software livre dão uma lição e tanta no academic way of life. wink Deixemos a política nas entrelinhas ... o foco aqui é mostrar com quantos paus se faz um mestrado!

Requisitos

  1. permitir instalação por usuário ou projetos (área compartilhada mas não global)
  2. possuir resolvedor de dependências externas
  3. permitir remoção mediante verificação de dependências = se remover X do qual Y,Z dependem então remove também Y,Z
  4. possibilitar reuso da instalação já existente = se a biblioteca X já está instalada a resolução de dependência de qualquer Y deve reconhecer que X já está instalada
  5. (idealmente) permitir sobrecarga e resolução de conflitos entre dependências que provém as mesmas interfaces/serviços
  6. possuir API de alto nível para automatizar a instalação (pré e pós install), remoção (pré e pós remove), resolução de dependências e reconfiguração (restart de serviços)
  7. permitir extensão da abstração de dependências para descrever dependências entre componentes SCS
  8. suportar multiplataforma, no sentido de ter compatibilidade com o gerenciamento em plataformas não-UNIX
  9. suportar multilinguagem, no sentido de gerenciar pacotes nas linguagens Lua, C++ e Java
  10. permitir uso de repositórios de pacotes

Levantamento de características

Projetos muito Interessantes

haskell

  1. Cabal ( http://www.haskell.org/cabal ): Cabal is a system for building and packaging Haskell libraries and programs It defines a common interface for package authors and distributors to easily build their applications in a portable way. Cabal is part of a larger infrastructure for distributing, organizing, and cataloging Haskell libraries and programs. Specifically, the Cabal describes what a Haskell package is, how these packages interact with the language, and what Haskell implementations must to do to support packages. The Cabal also specifies some infrastructure (code) that makes it easy for tool authors to build and distribute conforming packages. The Cabal is only one contribution to the larger goal. In particular, the Cabal says nothing about more global issues such as how authors decide where in the module name space their library should live; how users can find a package they want; how orphan packages find new owners; and so on.
  2. Discussão sobre sistemas de build e packaging: http://www.nabble.com/Version-control-systems-td18827479i80.html
    1. Geoffrey Clemm, Odin Build Tool : http://portal.acm.org/citation.cfm?id=77607&dl=GUIDE&dl=ACM
    2. Walter F. Tichy, Smart Recompilation : http://portal.acm.org/citation.cfm?id=5959&dl=ACM&coll=portal

debian

  1. question building: dpkg-buildpackage e outros utilitários obrigam (?!) o uso de crosscompiling uma vez que pode ser difícil ter o dpkg-dev instalado em vários tipos de hosts
  2. question install: depende de arquivos em diretórios globais, mas pode usar diretórios por usuário = isso causa conflito com a instalação global
  3. porte do dpkg para MS Windows : http://osdir.com/ml/linux.debian.ports.windows/2007-12/msg00001.html
    1. usar mingw mesmo para compilar o dpkg ou ao menos a libapt
  4. porte da infra-estrutura debian para Interix (SFU/SUA) - veja abaixo na seção sobre compatibilidade com Windows
    1. question em que ponto exatamente se encontra o resolvedor de dependências? É possível reusar o parser do control e o resolvedor de dependências?
  5. implementar um módulo Lua frontend para dpkg semelhante a dpkg-ruby + libdpkg-ruby1.8 (depende de dpkg instalado)
    1. question É possível tornar o parser do control e o resolvedor de dependências um módulo Lua?
  6. motivação cross-compiling: ter bibliotecas nativas para o windows usando o mingw para poder ser usadas junto com MSVC e ser redistribuídas com softwares windows nativos
    1. http://mingw-cross.sourceforge.net/
    2. http://gnuwin32.sourceforge.net/summary.html
  7. discussões sobre cross-compiling com mingw:
    1. http://lists.debian.org/debian-mentors/2006/03/msg00115.html
    2. http://lists.debian.org/debian-mentors/2006/03/msg00216.html
    3. http://wiki.njh.eu/Cross_Compiling_for_Win32
    4. https://dev.njh6.de/svn/njh/any2deb/
    5. CFLAGS="-mms-bitfields -march=i386" CC=i586-mingw32msvc-gcc LD=i586-mingw32msvc-ld
  8. discussao pessoal:
    1. dpkg-cross: renomeia nomes de pacotes no control, bem como os diretorios com nomes=nome_pacote. Exemplo: libtool.deb -- dpkg-cross --> libtool-w32-i586-cross.deb
    2. dpkg-buildpackage com modificação para mingw
      1. gera pacotes em nova arquitetura (w32-i586)
      2. gera pacotes prefixado em /usr/$(DEB_HOST_GNU_TYPE)
      3. dado que gera binários para w32-i586 então no porte do dpkg no windows precisa reconhecer esta arquitetura
      4. uma alternativa para não precisar fazer porte do dpkg no windows e ter um ambiente cygwin que instala e gerencia os pacotes nativos windows
      5. outra alternativa é fazer instalação remota (no filesystem windows) via compartilhamento samba e possivelmente precisando do schroot/chroot

nix

  1. suporte a MS Windows via Cygwin
  2. http://en.wikipedia.org/wiki/User:Gwern/Nix_Package_Manager , http://nixos.org/patchelf.html , http://nixos.org/nixpkgs.html
  3. hash de pacotes baseado nos arquivos fonte antes do building do pacote
  4. question usa repositórios?
    1. sim, faz download a partir do nome do pacote (parecido com apt-get install)
  5. question segurança no compartilhamento entre usuários?
  6. question interopera com pacotes já instalados (.deb, .rpm)?
  7. http://nixos.org/releases/nix/nix-0.11/manual

zeroinstall

  1. sem suporte a MS Windows porque usa python.os.fork() e não há implementação disso para windows!
    1. provavelmente SFU/SUA/Cygwin resolvem este problema.
    2. fazer um wrapper para spawn para portabilidade : http://effbot.org/librarybook/os.htm
    3. http://www.python.org/doc/faq/windows/
    4. refatorar o zeroinstall para remover a necessidade do fork
  2. detalhes do empacotamento : http://0install.net/injector-packagers.html
  3. hash de pacotes baseado na árvore de diretório gerada pelo building do pacote
  4. question usa repositórios?
    1. descentralizado e não depende de repositórios
    2. question impede uso de repositórios?
  5. question segurança no compartilhamento entre usuários?
    1. http://0install.net/sharing.html
  6. question interopera com pacotes já instalados (.deb, .rpm)?
    1. conversor de .deb para 0install : http://0install.net/deb2zero.html
    2. http://0install.net/injector-using.html
  7. question como remover um pacote?
    1. Currently, they can't. You (the admin) can delete directories from /var/cache/0install.net/implementations to save space (preferably not while they're being used ;-). Ideally, we should track which users have requested which programs and remove them automatically when no-one wants them anymore. (ver "questions" no link sharing)

ipkg

  1. TODO olhar o site e o código para ver possíveis problemas de portabilidade : http://handhelds.org/moin/moin.cgi/Ipkg

luarocks

  1. question só coisas Lua ou não, se não então qual o nível de building possível
    1. permite uso dos backends: make, cmake, comando_qualquer (scons,installshield) ou module (módulos Lua)
    2. embora não seja concebido para instalar outros binários é possível que instale uma vez que permite uso de Makefile
    3. DONE para ser compatível com autotools seria preciso definir um novo backend baseado no make atual
      1. Implementado um build.autotools e build.tecmake ainda preliminares, mas que são úteis para compilar pacotes como openssl, openldap, sasl
    4. question suportar a instalação de pacotes de várias linguagens
      1. Natural é atribuir nomes parametrizados pela linguagem (like debian-policy to liblangXYZ) de suporte: lua, java, cpp
        1. Útil para os pacotes dos Componentes SCS uma vez que eles é que dependem de estar numa mesma linguagem, no caso das suas dependências externas a exemplo do openssl:
          1. BusAccessControl_lua.all.rock dependsOn lualdap_lua.rock dependsOn openldap.rock
          2. BusOiLConnector_cpp.x86.rock dependsOn liboilall_cpp.rock dependsOn lua
          3. MyComponent_lua.all.rock dependsOn openldap AND sasl2 AND lua
          4. PingPong.rockspec, PingPong_lua.all.rock dependsOn oil_lua AND scs_lua.all.rock
      2. Outra opção é estender as informações de plataforma para incluir linguagem para que o tratamento do perplatform_overrides cuide de instalar archs={*lua.x86*,*java.all*,*cpp.solaris*}
    5. question suportar a carga em cada contêiner
      1. O instalador precisa informar qual a variável de ambiente apropriada para cada linguagem afim de montar o LUA_PATH, CLASSPATH ou LD_LIBRARY_PATH de forma que o método de loading da linguagem encontre o pacote com versão especificada, bem como suas dependências.
        1. LUA : luarocks no ato do require já busca do manifest.repository os contextos (formando package.path e package.cpath) e assim realiza a carga
        2. JAVA : ClassLoader precisa receber um classpath montado com os contextos da resolução de dependências,
        3. C/C++ : o contêiner para realizar a carga dinâmica (dlopen) precisa montar o contexto na variável LD_LIBRARY_PATH
        4. reuso do luarocks.deps pela comunicação contêiner <-> exnode:installer :
          self.ComponentLoader:setContext( installer:getContext(componentId,self.mylang) )
  2. question premake http://premake.sourceforge.net/writing_scripts

luadist

  1. http://luadist.sourceforge.net - LuaDist? is a cross-platform distribution of the Lua programming language that includes networked module management and deployment of source based or binary modules. Unlike projects like LuaRocks? the main focus of LuaDist? is full automatization and standalone deployment including the management of external libraries on the Linux(UNIX), Windows and Mac platforms. Uses the CMake approach to build and parse automatic dependencies.
  2. Muito interessante, mas:
    1. Permite instalação simultânea de múltiplas versões dos pacotes? Justificativa: precisamos manter instalado múltiplas versões dos pacotes Lua bem como das bibliotecas de sistema (podemos precisar da OpenLDAP? tanto na sua versão 2.1.x quanto 2.4.x).
    2. Permite outras formas de compilação além do CMake? Justificativa: muitas bibliotecas de sistemas podem precisar ser compiladas e provavelmente usa-se ferramentas de compilação diferentes (autotools, make personalizados, scripts personalizados, etc).
    3. Possui noção de árvores de instalação que permitem a gerência via arquivo de manifesto (como no LuaRocks? )? Justificativa: os arquivos de manifesto do luarocks permitem a adoção de várias árvores de instalação simultâneas (para várias plataformas, por exemplo), assim ao usar o comando do luarocks pode-se usar o parâmetro --to=/home/user/install-linux-x86_64/, por exemplo.
    4. É fácil manter um repositório ou mesmo usar a própria árvore de instalação como repositório? Justificativa: o LuaRocks? apresenta uma funcionalidade interessante que simplifica a gerência do repositório uma vez que basta ter na mesma árvore os pacotes src.rock ou .rock.

clickonce (MS Visual Studio)

  1. ClickOnce Deployment: projetos C++ - http://msdn.microsoft.com/en-us/library/ms235287(VS.80).aspx , projetos C#/J# - http://msdn.microsoft.com/en-us/library/t71a733d(VS.80).aspx

Alternativas para compilação

Hamster

  1. Can be used as a generic 'make replacement' for almost any project. It even contains a 'Try' method that has automake-like functionality (detecting whether some compilation would fail or succeed at build time). Support: gmake, scons, nmake. http://kotisivu.dnainternet.net/askok/hamster/
  2. ALERT! Interessante observação dos autores (parece-me que substitui/expande bem o Tecmake): For professional work I warmly recommend SCons, a Python-based build tool that knows how to rebuild when only build parameters have changed (makefiles don't do that). Even with makefiles, Hamster takes care of header dependencies automatically (no need to list your headers, or do 'make dep'). Hamster's API derives from that of SCons, and even the original name of the project was SCons/Lua.

Scons

  1. http://www.scons.org , http://www.qandr.org/quentin/writings/debscons.html

Compatibilidade MS Windows

  1. SFU --- evolução ---> SUA (SFU deve ser mantido até 2009!)
  2. question Diferenças entre Cygwin e ServicesForUnix (SFU)
    1. http://osnews.com/thread?16317
  3. question Impacto de desempenho do SFU (usar benchmarks do shootout.alioth.debian.org)
  4. Introduction to Microsoft Windows Services for UNIX 3.5 : http://technet.microsoft.com/en-us/library/bb463212.aspx
  5. Interopsystems open source tools : http://www.interopsystems.com/community/default.aspx
  6. Windows Services for UNIX : http://technet.microsoft.com/en-us/interopmigration/bb380242.aspx
  7. SFU Warehouse : http://www.interopsystems.com/community/warehouse.aspx
  8. SFU Installation : http://www.microsoft.com/DOWNLOADS/details.aspx?familyid=896C9688-601B-44F1-81A4-02878FF11778&displaylang=en
  9. Gerenciador de pacotes Interix (SFU) : http://www.interopsystems.com/community/pkg_install.htm
  10. UNIX Interoperability integrated on Windows Server >= 2003 : http://blogs.msdn.com/sfu/archive/2007/04/12/services-for-unix-vs-windows-server-2003-r2-unix-interoperability.aspx
  11. Blog do gerente de projeto do SUA/SFU : http://blogs.msdn.com/shan/default.aspx
  12. Projeto do porte de Debian para Interix (SFU/SUA) : http://www.debian-interix.net
    1. Bug para criação da lista oficial do porte do Debian para Interix : http://bugs.debian.org/cgi-bin/bugreport.cgi?bug=441094
    2. Problemas com a conta root <-> Administrator : http://gridengine.info/articles/2007/02/06/notes-about-grid-engine-on-windows
  13. Outras opções:
    1. Usar mingw (site novo, versão nova - gcc4) por ser mais simples e menos dependente das tecnologias microsoft: http://www.mingw.org , http://gnuwin32.sourceforge.net/packages/libgw32c.htm

Outros links

Compilação openldap,openssl via mingw no MS Windows

  1. instala msys
  2. instala regex
  3. instala zlib
  4. instala perl5
  5. baixa openssl do cvs
    1. ln -s /mingw/include /usr/include
    2. ln -s /mingw/lib /usr/lib
    3. ./config --prefix=/mingw --openssl-dir=/mingw/openssl/ shared
    4. editar util/mklink.pl e definir symlinks_exists como FALSE para usar copia (pois symlink é dummy no MSYS)
    5. make
      1. faltando definicoes: CERT_SYSTEM_STORE_CURRENT_USER , CERT_STORE_READONLY_FLAG , CRYPT_KEY_PROV_INFO , CERT_STORE_PROV_SYSTEM_A (... a maioria deveria estar em wincrypt.h)
    6. versão 0.9.8h tem versão instalável: http://www.slproweb.com/products/Win32OpenSSL.html
  6. baixa openldap 2.4.11

June 16, 2009 03:03 AM

Meu mestrado, parte 1: pesquisa e temas

Entendendo esse Post

Essa blogada estava como rascunho há bastante tempo, digamos 1 ano de 2 meses para ser exato! Nesse post eu organizei minhas pesquisas e temas que definiram meu mestrado em computação pela PUC-Rio. Acho interessante compartilhar esse conteúdo porque na academia pouco de faz de concreto para divulgar amplamente "como as coisas funcionam". Muitos projetos de pesquisa se limitam a manter privados seus meios, percalços e detalhes no entorno da produção científica. Aqui eu tento listar todas as possibilidades que estiveram e ainda fazem parte do contexto do meu trabalho de mestrado.

Portanto, espero que esse conteúdo seja útil a outros que tenham interesses de pesquisa em áreas semelhantes à minha.

Deployment de Aplicações Distribuídas: Reuso das Soluções de Empacotamento e Construção de um Framework

Estudos realizados

Deployment de Software

Processo de deployment em open-source: Cross-compiling para Debian: Alternativas aos pacotes Debian:

Deployment em Sistemas Distribuídos

Artigos: Outros: Alto nível: Deployment: Outros links: Outras bibliografias:

Paralelização de Componentes no SCS

Artigos:

Dicas de LaTeX

Coisas Win32

June 16, 2009 02:51 AM

15/06/2009

JavaBahia

JavaOne 2009 - Uma Visão Geral

Passada mais de uma semana do término do JavaOne 2009 resolvi fazer mais um post, desta vez com uma visão geral e uma espécie de "repescagem" de coisas que eu não havia citado. O post diário é mais detalhado, mas não responde a pergunta de muitos quando voltamos pro Brasil: "como foi o evento"?


Como das outras duas vezes, o evento foi excelente. É no JavaOne que são feitos os maiores anúncios da tecnologia, e a gente vê em primeira mão protótipos/produtos em vias de lançamento. Ano passado, destaques para a caneta LiveScribe, o Amazon Kindle e o Sentilla Perk. Esse ano, gostei do JavaFX rodando em TV, Set-top box, Celular, Netbook, Desktop e até uma JukeBox (aquelas máquinas de música, que a gente vê em filme americano) turbinada (saiba mais e veja foto) criada por dois caras que dirigiram 35 horas de New Orleans até San Francisco para mostrar a invenção. No Toy-Show de James Gosling esqueci de citar o uso de Java em automóveis, tanto num Lincoln 1959 movido a eletricidade produzida por um gerador de gás natural (coisa de Gosling e Neil Young) , até a Volkswagen usando Java para testes de direção em altíssima velocidade (sem piloto!) num Audi TTS. Teve também um software de busca em imagens que pode ser utilizado, por exemplo, no auxílio a diagnóstico de Cancêr. No CommunityOne, me surpreendeu o destaque dado a Cloud Computing e as Plataformas Sociais e Colaborativas. Mais ligadas ao nosso dia a dia, no geral também não faltaram sessões relacionadas a desenvolvimento Web, SOA, Servidores de Aplicação, Mobile, RIA e Desktop.

O que tem de melhor fica para as General Sessions. Não consegui assitir todas, mas ainda pretendo ver os vídeos das que perdi, principalmente a Intelligent Design: The Java Pervasive Platform. Mais diversificadas e várias ocorrendo simultaneamente, as Technical Sessions também tem um fator sorte. Muitas vezes a gente vai pelo título ou tema, e assiste a algumas apresentações "meia boca". Optei por privilegiar as apresentações dos brasileiros (falei sobre todas elas em cada post), as ligadas as Grupos de Usuários Java e Java Champions e, por fim (mas não menos importantes), a tecnologias que tem a ver com meu trabalho no Serpro, principalmente ligadas ao Framework Demoiselle. Já recomendei, e repito: Todo esse material fica disponível on-line, "de grátis", e deve ser considerado como fonte de pesquisa.

Apesar de tanto "tecnologiquês" legal (quer mais? veja um resumo neste blog), a atmosfera desse JavaOne estava diferente. Efeitos da "crise", da gripe suína (vi pouquissima gente de máscara nos aeroportos) e da incerteza quanto ao futuro pós aquisição da Sun pela Oracle já tem impactos visíveis: Nada de "megafilas" para entrar nas General Sessions (foram cerca de 9.000 participantes, ano passado 15.000 e teve ano que chegou a 25.000), nada de "pirotecnia" nas sessões de abertura e encerramento, nada de jornalzinho diário (era algo tão bom nas outras edições...), nada de John Gage como mestre de cerimônias (ele e seu "Don't be shy, be like brazilians" - que provocava a maior algazarra na platéia - fizeram falta; soube que saiu da Sun), nada de sessões/jantares exclusivos da imprensa com executivos da Sun (para que? eles não sabem o que dizer...), nada de "competição" pela delegação (tinha bem menos brasileiros esse ano, e os que tinham ficaram bem mais dispersos que em 2008, quando andávamos em "comboio") mais barulhenta (Brasil e Holanda eram os rivais do ano passado, mas no maior clima de confraternização, viu?), nada de "See you next year!" ao final do evento, quando normalmente já se divulga o periodo exato do próximo JavaOne.


Em todos os JavaOne essa é tradicionalmente a "capa" de Bruno Souza, o "Brazil's Java Man"

Ainda buscando "desaques", gostei tanto de um "resumo" feito no Twitter do JavaTools, que decidi postar aqui uma "tradução não oficial":
Pra concluir, o melhor de tudo mesmo é o networking que a gente faz. A constatação que são todos "normais", com ansiedades, defeitos, problemas, virtudes. A mistura de culturas, países, sotaques. As novas amizades que se formam, as comunidades que se criam e/ou fortalecem. O Java, no centro, com seus 14 anos de vida sendo o elo principal que liga tantas pessoas. Essa força nos dá confiança que, aconteça o que acontecer, ainda vem muita coisa boa pela frente.


June 15, 2009 09:55 AM

JavaOne 2009 - 1o Dia



A General Session de abertura do JavaOne começou com as boas vindas de John Melissinos, Chief Evangelist and Chief Gaming Officer da Sun. Uma grande expectativa pairava no ar, pois todos estavam curiosos (principalmente, acredito, os empregados da Sun) sobre o futuro da tecnologia Java agora que a Oracle adquiriu a Sun. Johnatan Schwartz não ajudou muito a esclarecer essa dúvida, mas apresentou exemplos diversos de uso da tecnologia Java junto com executivos de outras empresas. A divisão de Blackberry da e-Bay afirmou tratar Java para dispositivos móveis com extrema seriedade; apresentou uma demonstração do Zobni, uma aplicação de busca de informações de contato em redes sociais, acoplada ao programa de e-mail. Enquanto o nome era digitado, apareciam as pessoas encontradas para permitir seleção (Informação sobre desenvolvimento para Blackberry (www.blackberry.com/developer). A Sony Pictures mostrou uso de Java em Blu-ray que nos levará a uma interatividade de alto nível, em qualidade visual e funcionalidades, permitindo por exemplo que pessoas assistindo um mesmo filme possam usar a TV para conversar. Verizon Wireless e Intel basicamente ressaltaram a importãncia de Java em suas organizações, a última enfatizando os altos ganhos de performance obtidos em seus processadores mais novos, resultado também da parceria constante com a Sun. Sobre TV Digital, foi mostrada uma demo de aplicação construída com JavaFX com belos efeitos gráficos. TV e internet se misturam, pois será possível assistir um filme e ao mesmo tempo jogar um Game, ver informações sobre outro assunto (ex: esportes, bolsa de valores ou meteorologia) ou efetuar uma compra on-line. JavaFX parece ser uma boa opção, devido aos seus recursos visuais e multimídia. O Clayton Chagas, brasileiro que apresentará junto com Magno Cavalcante (RioJUG) uma sessão técnica na 6a-feira sobre o Sistema Brasileiro de TV Digital, estava ao meu lado e disse que nosso sistema ainda não prevê suporte JavaFX. Vamos acompanhar a evolução disso.

Durante essas apresentações, foram feitos 3 anúncios importantes: A disponibilização do Java SE 7 SDK, do Java EE 6 e do Java FX 1.2. Sobre essa última, a diretora de engenharia da plataforma JavaFX demonstrou um Player de Vídeo feito com JavaFX construido praticamente sem a necessidade de escrita de código "na unha", apenas arrastando e soltando componentes e estabelecendo ligações entre eles, tudo de forma visual.

É claro que não podia faltar o "pai do Java" James Gosling. Ele falou sobre o novo Java Store, uma espécie de catálogo de aplicações Java construído em JavaFX, que permitirá descobrir, comprar (caso não seja gratuita) e instalar aplicações Java de um jeito bem simples: arrastando e soltando no Desktop. Foi exibido um jogo de paciência feito por Gosling; o chefe brincou perguntando: "Você não fez isso em horário de trabalho né?". A resposta: "Você não deveria fazer esse tipo de pergunta aqui!". Em algum momento Gosling ainda lançou um "desafio", dizendo que gostaria de ver o JavaStore rodando numa TV Digital; Alguém se habilita!?. Em seguida ele e Scwhartzs convidaram o Mark Gerhard, CEO da Jagex (de Java Game EXperts!) para receber seu Duke's Award pelo jogo Rune Scape, um caso de sucesso mundial de game escrito em Java.

Em seguida, o fundador da Sun Scott McNealy foi convidado ao palco; Os 3 assistiram juntos a um divertido filme que resumiu os 14 anos de Java. McNealy estava visivelmente emocionado e fez uma espécie de homenagem a Gosling; Disse que ao ser perguntado pelo pessoal de RH (eles estavam elaboranco um programa de capacitação) sobre como definiria um líder na Sun, pensou e respondeu com uma palavra: CORAGEM. E que isso James tinha e tem de sobra, principalmente quando inventou o Java há 14 anos. Depois do tradicional "arremesso de camisetas", que deixou Gosling bastante ofegante, foi entregue outro Duke's Award para o CEO do Alice, uma solução para ensinar crianças a programarem que começa de forma gráfica e aos poucos vai introduzindo os comandos escritos. Fiquei curioso para saber mais.

Chegava, então, o esperado momento. Finalmente aparecia o Larry Ellison, CEO da Oracle, para dividir o palco com Scott McNeally (estranhamente Gosling e Johnathan se retiraram do palco rapidinho!) e falar sobre a aquisição da Sun. O " Clóvis Bornay americano" (irresistível essa comparação... olha a cara dele!) ressaltou a importância de Java ("100% das soluções Oracle são baseadas em Java ... porque Java é aberto"), JavaFX e OpenOffice (que, segundo ele, vai passar a usar JavaFX em algumas partes visuais). Sobre o que vem mais por aí ele apenas disse "se você quer saber sobre o futuro precisa olhar para o passado", pelo menos deixando a entender que não pretende dar passos para trás "fechar as portas" para essa importante comunidade criada em torno das principais tecnologias da Sun. Ele também falou que gostaria de ver dispositivos produzidos pela Sun, citando especificamente o Google Android. Vamos ver se ele se aventura nessa área. McNeally ainda deu um presente e um recado: bandeirinhas que correspondiam a 5 letras: J A V A. Scott agradeceu imensamente a tudo o que a comunidade de desenvolvedores tem feito e saiu aplaudido de pé.

O restante do dia reservei para assistir sessões, circular pelo pavilhão e conheces pessoas. Gostei muito da Castle in The Clouds: SaaS Enabling JavaServer Faces Application. Boas dicas de como criar Aplicações como Serviço usando JSF, mostrando como embutir características de customização, personalização, gerenciamento de níveis de serviço, métricas de monitoração, dentre outros. A apresentação está disponível on-line no blog do autor.

No Community Corner assisti o Juggy entrevistando a brasileira Fabiane Nardon e o alemão Tonni Epple sobre o JavaTools, espécie de catálogo de ferramentas Java hospedado no java.net que tem em seu portfólio por exemplo desde o popular Hudson, software de integração contínua, até o SuperCrud, projeto quase que individual (ainda...) do Vinicius Senger (Globalcode). Numa dessas situações inusitadas, lembrei que o Tonni Epple foi a única pessoa que eu vi na internet que escreveu um Tutorial de uso de um plugin NetBeans escrito por mim chamado DTDtoBean, para geração de código JavaBean a partir de arquivos DTD, útil para serialização/deserialização de objetos para XML e vice-versa usando frameworks como XStream, Simple (do qual Toni, assim como eu, também é fã) e Java Objects in XML (JOX). É claro que não perdi a oportunidade de conversar um pouco com ele sobre o assunto e demonstrar minha felicidade de ver que pelo menos 1 pessoa gostou do projeto. Já vale a pena!

Entre Sven Reimers (Duke's Award Winner 2009) e Toni Epple 

Ao final do dia, fui à festa do Java Community Process, JCP, onde estão várias pessoas importantes que estão no topo da cadeia que define os rumos da tecnologia. Boas conversas, dentre elas um ótimo papo com o Aaron Houson (coordenador dos JUGs na Sun), eu e Magno Oliveira. Convidei o Aaron para vir ao Brasil participar de um evento no final do ano, provavelmente em Natal - RN, que está sendo organizado pelos vários grupos de usuários Java do Nordeste. Ele ficou animado. Eu também.

Existem mais brasileiros blogando sobre o JavaOne. Vale a pena ver a visão deles sobre o que tem acontecido por aqui. Duas dicas:
Blog do Felipe Gaúcho (CEJUG)

Blog do Magno Cavalcante (RioJUG)


Algumas fotos do 1o dia


June 15, 2009 12:43 AM

14/06/2009

Rafael Gomes

Quer incrementar sua palestra? PDFCube!

O PDFCube utiliza as APIs Poppler e OpenGL APIs para proporcionar  uma interação de um cubo 3D na transição das páginas de um documento PDF. Sendo assim temos esse resultado: Quer uma notícia melhor? Você usa Fedora 11? Se a resposta for sim é apenas instalar o PDFCube que está ...

June 14, 2009 11:00 PM

AI-5 Digital

Para quem ainda não sabe o que é a AI-5 Digital, aconselho a link abaixo: http://softwarelivre.org/portal/carta-capital-um-novo-ai-5 Diga você também um MEGA NÃO!!!

June 14, 2009 11:00 PM

13/06/2009

Rafael Gomes

Blog atualizado!

Acabei de atualizar meu blog, com ajuda no meu próprio post. Se alguém notar algum problema, por favor, me reporte! Obrigado!

June 13, 2009 11:00 PM

Primeira impressão do Fedora 11 (Leonidas)

Sim! Esse é o Leonidas! O Codinome do Fedora 11! Assim, primeiro que achei que perderia muito tempo pra fazer isso, pois infelizmente o upgrade direto do Fedora 10 para o 11 não está estável ainda. Sendo assim iria precisar usar o CD. Como ultimamente estou com o tempo reduzido por conta ...

June 13, 2009 05:00 PM

12/06/2009

Wille Marcel

Apresentação do GCompris no III ENSL / IV FSL-BA

GCompris é um conjunto de aplicativos educacionais para crianças de todas as idades. Gravei o vídeo da palestra do III ENSL / IV FSL-BA em que o Frederico Guimarães apresentou o GCompris. O áudio tá bem ruim, mas acho que dá pra entender…

O vídeo também pode ser baixado no formato OGG Theora, neste link.

Site oficial do GCompris em português: http://gcompris.net/-pt-br-

June 12, 2009 01:50 PM

JavaBahia

JavaOne 2009 - 4o Dia



A General Session de encerramento do JavaOne (video acima) é praticamente tão esperada quanto a de abertura. O James Gosling's Toy Show tradicionalmente mostra coisas interessantíssimas feitas com a tecnlologia Java, enquanto vai entregando os Duke's Awards para cada um dos ganhadores deste ano, que vão desde ferramentas de cobertura de testes/integração contínua (Clover, da Atlassian) até ferramenta completa de monitoração de satélites (ND Sat Com) construída em cima da Plataforma NetBeans. Gostei de 3 exemplos envolvendo a niversidade: a) Uma competição de robótica baseada em Java e NetBeans (quem disse que só dá para usar C++ ? Com Java + NetBeans pode-se até fazer debug direto no robô!), estimulando o interesse de jovens para o mundo da engenharia (saiba mais em usfirst.org); b) Uma impressora/leitora/tabuladora de questionários com software Java feita por estudantes de uma universidade da Hungria, apresentada pelos vencedores de uma competição estudantil. Serviria, por exemplo, para tabular com muita rapidez os resultados de uma prova de múltipla escolha: primeiro deve-se "informar" a impressora quais as respostas corretas (através de um papel que é escaneado); depois cada folha de respostas seria escaneada em alta velocidade (até 2600 páginas por hora) e os resultados tabulados. c) BlueJ, ferramenta open source útil para ensino de orientação a objetos.

Gostei também de duas demos: 1) Uma exibição mais detalhada do JavaFX Authoring Tool, que já havia aparecido em outras sessions. Veja nesse link informações e video para perceber o quanto o desenvolvimento de aplicaçòes multimidia com GUIs de qualidade podem ser simplificados. 2) Angela Caicedo (ele já esteve em Salvador, no TechDays JUGs Edition 2006), que se inspirou no filme Minority Report e em sua filha pequena para criar uma espécie de tela virtual que permite usar uma luva para desenhar na parede usando uma interface bem legal feita com JavaFX. Ao final da GS, os funcionários da Sun presentes subiram ao palco (sem nenhum clima de festa...) para tirar fotos.



À tarde fui prestigiar os brasileiros Clayton Chagas e Magno Cavalcante na sessão sobre o sistema brasilieiro de TV Digital. Uma boa esplanação técnica com destaque para a aplicação de exemplo "escolha a mulher mais bonita do carnaval" (foto), que arrancou algumas risadas da platéia. Minha última sessão foi com Tonni Epple e Geertjan Wilienga, sobre como portar aplicações existentea para a NetBeans Platform. Leitor assíduo do blog de Geerjan, dei uma de fã e fui conversar com ele (que fim do mês estará no Brasil, participando do FISL) e tirar uma foto.



O JavaOne reune uma quantidade absurda de conhecimento sobre diversas áreas de interesse relacionadas a tecnologia Java. Todos os videos das General Sessions, assim como os slides (em breve, também os áudios) das sessões técnicas, estão disponiveis gratuitamente. Recomendo fortemente considerar CommunityOne e JavaOne como uma excelente fonte de busca. Nesse link é possível procurar sessões do CommunityOne 2009 por palavras chave, trilha, tipo de sessão, dia ou nome do autor (observe que o PDF pode ser acessado usando usuário e senha contentbuilder e doc789 respectivamente); Para ter uma idéia, a busca por javafx retorna 57 registros, boa parte já com PDF disponíveis. As sessões do JavaOne 2009 podem ser acessadas neste endereço (requer registro gratuito no Sun Developer Network - SDN).



Bom pessoal, com um certo ar de melancolia (não sabemos se, nem quando, haverá um próximo), assim terminou mais um JavaOne. Conheci gente legal, aprendi bastante, andei um bocado, me diverti. Tenho orgulho de mais uma vez representar o JavaBahia, o Serpro e nosso país nesse evento indescritivelmente único. Obrigado a todos que acompanharam o blog e o twitter. Sejam felizes e, homenageando meu amigo Daniel deOliveira (que esse ano não pôde estar presente), BONS CÓDIGOS!!!

Veja relação completa de Java Champions e JUG Leaders em
java-champions.dev.java.net


June 12, 2009 12:35 AM

11/06/2009

Rafael Gomes

Vídeo do meu casamento

Como eu já havia publicado as fotos do casamento, segue agora o vídeo, claro que não é o definitivo, é apenas o que Anne (minha esposa) chamou de "aperitivo" :D Segue abaixo: Eita felicidade! :D

June 11, 2009 05:00 AM

10/06/2009

Nelson Pretto

Conservadores avançam na Europa e Irecê retrocede

Fiquei muito assutado com os resultados das eleições para o Parlamento Europeu que aconteceram no último dia 4 de junho de 2009, aqui na Europa. Um avanço monumental dos conservadores, da direita mesmo. Como esperado, já estão todos começando a botar as manguinhas de fora contra homossexuais e os imigrantes.
O The Guardian de hoje,  no caderno de cultura (G2), faz uma bela análise a partir do depoimento de diversos intelectuais historiadores sobre a temática.   A matéria "Is fascism on the march again?", apresenta logo no primeiro artigo a interessante análise de Michael Burleigh, autor do livro O Terceiro Reich,  que logo no primeiro parágrafo afirma: "Hitler didn´t Twitter". Para ele, são muitas as mudanças no mundo, entre as quais as da TIC, e, como Hittler não tuitava, nada hoje deverá ser o mesmo que na primeira metade do século passado.
Mas que tudo isso preocupa, preocupa!
Também o jornal El Pais, da Espanha, abriu essa semana manchete afirmando que o fracasso socialista abre outra etapa na constituição Européia.
É do mesmo El Pais que trago o tema do super-direita Silvio Berlusconi, Primeiro Ministro italiano, sempre metido em escandalos, de todos os tipos. O fotografo italiano Antonello Zappadu, publicou fotos proibidas na Itália de umas festinhas promovidas pelo Il Cavalierre, como é conhecido Berlusconi. As fotos bateram todos os recordes de acesso ao jornal.
"Tenho mais medo do Il Cavaliere do que das Farc Colombianas", afirmou Zappadu, que mora hoje na Colômbia.
Por falar em políticos, dou um salto daqui da Europa para Irecê, a 500 km de Salvador, onde a Faculdade de Educação tem um belo projeto (Projeto Irecê) integrado de formação de professores, de implantação de ponto de cultura, com o Ciberparque Anísio Teixeira, onde temos uma rádio web, dos Tabuleiros Digitais, de um projeto de telemedicina, em parceria com a Faculdade de Medicina da UFBA (aliás, como será que está esse projeto?).
Enfim, uma serie de ações que tem gerado bons frutos. O fundamental aqui, é que o princípio básico que todas essas intervenções e adoração de softwares e tecnologias livres na região. Recentemente o prefeito Zé das Virgens reuniu-se com o Secretário de Ciência e Tecnologia Ildes Ferreirra, para tratar do projeto Irecê Digital (e livre!), pelo que me conta Ariston Eduão, professor da rede municipal de Irecê e um dos nosso aliados em todos esses projetos.
Como resultado dessas intervenções da FACED/UFBA, foi criada alguns anos atrás uma pequena empresa de consultoria e suporte em software livre da região, a Orca Linux. Pois essa pequena empresa de jovens empreendedores formados e estimulados pelo projeto do Ponto de Cultura Ciberparque Anisio Teixieira convenceu a Camara dos Vereadores a lá também por uma Rádio Web e, com isso, transmitir e deixar os podcasts disponíveis todas as sessões para que a população pudesse acompanhar o trabalho dos vereadores.
Maravilhosa ação, em software livre, de transparência para o legislativo municipal.
Mas nada disso fica bom assim. Pois eis que, com a renovação de quase 70% dos vereadores, a nova presidência do vereador Tetinho - Tertuliano Libório, suspendeu a rádio web e as sessões não são mais transmitidas nem as anteriores estão mais por lá. Na verdade, nem encontrei mais o site da camara.
Lamentavelmente, um retrocesso impressionante e esperamos que isso seja revertido com a maior brevidade pois Irecê estava dando um exemplo para a Bahia e o Brasil de transparência e de democracia.
 
Essa foi a base do comentário de hoje, dia 10.06.2009, no programa Multicultura, da Rádio Educadora da Bahia. Para ouvir, clique aqui.

June 10, 2009 02:50 PM

09/06/2009

Rafael Gomes

Lançamento do Fedora 11

Depois de tanto esperar, é com enorme prazer que o Projeto Fedora Brasil anuncia hoje o lançamento da décima primeira versão de uma das maiores e mais famosas distribuições GNU/Linux do mundo, conhecida por sua característica inovadora, sempre atuando na vanguarda da tecnologia. Antecipando-se à maioria das vezes no lançamento ...

June 09, 2009 03:00 PM

JavaBahia

JavaOne 2009 - 3o Dia



O terceiro dia do JavaOne comecou para mim as 9:30 (a General Session era às 8:30 com a Microsoft; você iria?) com a sessão Java ME Myth Busters, apresentadas pelos brazileiros Marlon Luz e Bruno Oliveira. Mostrando vários contra-exemplos eles "caçaram"o 10 mitos abaixo (Veja slides - usuário: contentbuilder; senha: doc789):
  1. Java ME é apenas para jogos
  2. Java ME possui interface gráfica pouco amigável
  3. Java ME não e seguro
  4. Java ME será descontinuado
  5. Java ME não é portavel
  6. Java ME não possui padrões
  7. Java ME não é extensivel
  8. Escrever tela com Canvas é escrever "do zero" (na unha)
  9. Java ME é o futuro
  10. Java ME possui poucas ferramentas
Veja o que eles falaram ao final da palestra:



A 5a-feira é o último dia de Pavilhão (last chance to get prizes!) , então dei uma circulada, postei sobre o 2o dia e fui almoçar num Shopping perto do Moscone. Comida chineza no Panda Express: saborosa, mas picante! Ã tarde, estive na New Java Digital TV Standard Goes Brazil, apresentada pela Sun com a presença do brasileiro David Campelo, cearense que trabalha na TQTVD, no Rio de Janeiro. Depois de uma parte bem técnica, uma Demo interessante apresentando uma aplicação Java Caminho das Índias, usando o Ginja-J para fornecer interatividade para a novela global. Na sessão de perguntas alguém quis saber porque o Brasil optou por criar seus próprio sistema de TV Digital. Deu orgulho ver os gringos da Sun responderem: Porque o país optou por um sistema open source e livre de royalties.

Os anos ligados ao projeto do IRPF Java me impediram sair do JavaOne sem assitir nada sobre Java/Desktop. Fui conferir a sessão RIA Teacher Gradebook Managin Millions of Students with Swing ans Web Services, que mostrou um exemplo interessantíssimo de uso de Java nas escolas. Parte de uma aplicação maior, também com compontentes Web, o gerenciador de notas dos alunos é uma aplicação desktop com Java WebStart com uma interface gráfica muito bem feita, soluções para uso distribuído na internet (eles criaram seu próprio "protocolo" de comunicação Java -> Java, compactando as mensagens com o Pack200 para reduzir o número de bytes trafegados. Interessante foi ver a intergração JavaFX + Swing, trazendo novas possibilidades para o desenvolvedor e uma melhor experiência para o usuário.

No final da tarde, dois BOFs seguidos: O painel Java Champions, Java User Group Leaders, and NetBeans™ Dream Team Discussion with Sun Software, discutindo sobre o futuro da tecnologia. Em alguns momentos a discussão inflamou: A Sun olhando para trás, dizendo "o que fizemos" (e foi muita coisa boa, não duvidamos isso), e os Java Champions olhando pro futuro (o que pode ser feito daqui em diante? A comunidade continuará sendo importante para a Oracle?). Dúvidas, dúvidas, dúvidas. A seguinte, Improving the Java User Groups (JUGs), contou com a participação especial de Felipe Gaúcho, fundador do CEJUG hoje morando na suíça. Os vários JUGLeaders presentes se apresentaram fizeram perguntas e ouviram dicas de como criar e manter um grupo de usuários. Interessante que todos passam por problemas semelhantes: Como manter a frequência de reuniões, atrair novos membros, manter o interesse dos atuais, conseguir palestrantes, adquirir patrocínios. Bom saber que não estamos sozinhos. Ouvir depoimentos de líderes de grupos do mundo inteiro nos motiva a continuar e tentar fazer nosso melhor.

Simultaneamente, Vinicius Senger (falei sobre ele no último post) apresentava o BOF Enterprise Web 2.0 Architectures: From Pristine Java™ EE Platform to Fully Loaded Frameworks. Parece que depois disso o SuperCrud (a partir de templates, gera diferentes tipos de arquiteturas JavaEE para sua aplicação) deixou de ser um projeto solitário e bombou! Vinicius falou pro JavaBahia sobre o assunto:



Na After Dark Bash rolou uma festa com Rock n' Roll de qualidade. Quem disse que gringo não "pira o cabeção?". No final uma GALERA subiu no palco e fez a maior festa. Detaque para a figuraça Reza Rahman, consultor independente um dos autores do livro EJB 3 in Action (só depois fomos saber que o cara era famoso!). Olha a foto que tiramos!



June 09, 2009 01:58 PM

Nelson Pretto

Avaliação científica: a conversa continua

Pois então, se dentro da Faculdade de Educação pouco repercurtiu minha indignação sobre os nossos processos de avaliação dos projetos PIBIC (bolsas de iniciação científica) - e, insisto, isso não é só na UFBA e na FAPESB! - no Blog do Laboratório de Imuno-regulação, da Fiocruz, sob a liderança do colega Barral, a conversa continuou.
Lá, recuperando o meu texto daqui do blog, Barral repetiu o seu argumento apresentado na
Faculdade de Medicina da UFBA com o mesmo enfoque.

Claro que o assunto deu pano prá manga, quer dizer, pano para cerveja. Sim, porque de acordo com a análise quantitativa feita por uma pesquisa que relacionava consumo de cerveja e produção científica (gráfico no blog deles!), a coisa ficou muito mal para a cerveja... Mas eu acho que aí tem um fator complicador sério: não foi incluíida a Guinness na amostra da pesquisa e, com isso, comprometeu o resultado. Seguramente ele seria outro...
vá ver o texto do blog e o gráfico. Interessante e divertido.

Deixemos essas brincadeira a parte, porque essa conversa não para por aqui.

Ela é longa e está presente em todos os lugares do mundo onde exista um universidade, pouco dinheiro para financiar a educação, e pesquisadores com seus egos, digamos assim, um tanto quanto inflados. Instala-se a lógica da meritocracia de forma automática.

A titulo de exemplo, veja o mesmo sistema de avaliação do nosso PIBIC na UFBA (não sei se é assim nas demais IES). Ao analisar um projeto, depois de sair contanto  os pontinhos do curriculo do colega, eis a surpresa: se o pesquisador é produtivo (arghhhh!) ou seja, se ele foi bem na fita, com muitos pontos, o seu projeto é automaticamente aprovado! Pelo sistema!

Quando isso aconteceu comigo enquanto analisava um projeto, quase tive um treco!

Mais, os professores que são pesquisadores do CNPq - e que portanto tem possibilidade de pedir mais bolsas diretamente no próprio CNPq ou em outros lugares já que são 'os bons!" - recebem três bolsas enquanto que os demais ficam com duas ou uma!

Claro, compreendo o argumento da capacidade desses pesquisadores (ooppsss!  também sou pesquisador 1 do CNPq e recebi três bolsistas esse ano!), na capacidade de mais rapidamente - em teoria - formarem mais jovens pesquisadores e tudo mais. Compreendo a necessidadde de fortalecer o sistema e dar mais rapidez no processo de formação de pesquisadores. Compreendo que esses pesquisadores precisam de apoio para continuarem a serem 1 ou A ou Senior ou. .. ou... Tudo isso é compreensível e justificável mas...
Se pensarmos que o sistema só avança se o coletivo avançar, se os que estão começando possam crescer para serem seniors o mais rápido possível, se os que estão começando, ou estão no meio, ou estão no fim mas não couberam no tamanho do orçamento, (não esqueçam que sse é o ponto cricial!), precisam de apoio, temos que avaliar de forma diferenciada. Seguramente se esses, em tendo um bom projeto, merecem ser apoiados com mais bolsa do que um bam bam bam que, por ser bam bam bam fez um projeto assim assim, pois sabe que, pela sua produtividade (argh!) ninguém nem vai nem ler o dito cujo. Penso que, se um pesquisador de alta produtividade (argh!) não fizer de novo e sempre um bom projeto, ele pode não ser contemplado com bolsas.

Associado a isso temos que trazer para nossa pauta a questão do publicar ou perecer - melhor, publish well or perish bad - que tem tomado conta das nossas atividades acadêmicas e científicas.  Já existem até ferramentas para a medição dos impactos das citações, como pode ser visto nas
referências de um bom artigo sbre Acesso Aberto (Open Access), outra conversa que vou postar em breve mas que já estou comentando no editorial do próximo número da Revista da FACED, que sai agora em junho..

Enfim, essa é uma longa discussão.

June 09, 2009 09:23 AM

Vicente Aguiar

Noosfero foi atualizado para versão 0.18.1!

Neste último final de semana (07/06/09), na calada da noite,  o  Noosfero foi atualizado para a sua versão 0.18.1.

http://www.colivre.coop.br/Noosfero/NoosferoVersion00x18x01

Como vocês podem observar na lista de action itens acima, diferentes de todas os outros releases do Noosfero, esta versão foi voltada exclusivamente para correção de erros e pequenas falhas ("bugs") que surgiram após o lançamento oficial de quatro rede sociais que usam este software livre:

Com tatnto lançamento, a temporada de caça aos "bugs" do Noosfero não deve parar por aí. A próxima versão também será do tipo "nascidos para matar"...  Por isto, sintam-se então mais do que livre para colabar e contribuir com o Noosfero, reportando bugs, enviando patchs ou fazendo documentação! :-)

 

June 09, 2009 03:08 AM

08/06/2009

Nelson Pretto

Fator "uaauu" na educação

Fator "uaauu"

Nelson De Luca Pretto - professor associado da Faculdade de

Educação/UFBA e visitante da Universidade Trent,  Nottingham,
Inglaterra. www.pretto.info

A crise da educação é tema constante em todos os países. Todos reclamam dos baixos índices de aprovação, da violência nas escolas, dos sistemas de avaliação que não dão conta dos desafios contemporâneos, da universidade que não prepara para o mundo profissional tampouco para a vida. Mas essa é uma crise anunciada, uma vez que pesquisas realizadas há muito já a vislumbravam.

Na Inglaterra, a situação é dramática neste final de ano letivo (o verão começa agora em junho). Os dados apontam uma crise sem precedentes no que diz respeito à empregabilidade dos alunos que agora estão se formando. Recente pesquisa realizada pela "Chartered Institute of Personnel and Development" anunciou que 50% dos empregadores entrevistados não estão pensando em contratar recem graduados. Em função da gravidade da situação, o professor David Blachflower, até recentemente membro do comitê monetário do Banco da Inglaterra, alertou o governo para o que considera o maior desafio atual do país, o "desemprego da juventude".

No âmbito do ensino básico inglês, o que aqui e acolá se vê são projetos  e políticas públicas que buscam - sem
sucesso, com os números indicam - transformar a educação e criar algum tipo de motivação (não gosto dessa palavra, mas ela costumeiramente é usada nesse contexto) para que a juventude permaneça na escola. Foi proposta recentemente a redução do número de áreas de aprendizagem de 13 - as áreas mais tradicionais, tais como ciências, biologia, história, etc. - para seis áreas de maior abrangência. O interessante dessa proposta é a introdução, de forma  explicita, do uso das tecnologias de comunicação, a exemplo dos blogs, twitter, orkut e todos os demais elementos da chamada mídia contemporânea. A proposta, a ser implementada até 2011, propõe  áreas de aprendizagem mais amplas, tais como compreensão do Inglês, comunicação e linguagens, compreensão científica e tecnológica, compreensão do humano, social e ambiental, entre outras. A  confusão já está estabelecida, com reclamações de todos os lados, pois, como já estamos lamentavelmente acostumados na educação, tal proposta foi pouco discutida, segundo os sindicatos docentes. A própria mídia, que tem tratado muito da educação, termina polarizando o debate entre, por exemplo, se é
importante ensinar Twitter ou Segunda Guerra Mundial e, claro, isso tem um grande efeito sobre os pais e a população. Evidentemente esse não é o ponto central e, como de costume, uma cortina de fumaça cai sobre a importância de discussões mais profundas sobre a educação.

Por outro lado, a proposta inglesa se reporta à necessidade de um "currículo criativo", o que para mim é uma redundância, uma vez que tanto currículo como escola têm na criatividade e na criação seus elementos mais fundamentais. Chegam a cogitar de inserir um "fator uaauu" (wow factor) no currículo, como elemento de impacto nas escolas, para "prender" a atenção das crianças e jovens. Também essa é uma antiga discussão, pois não estamos aqui a falar de espetáculos, onde os estudantes precisam ser "motivados" e o professor tem que ser um ator - de preferência cômico, como em muitos dos nossos cursinhos de vestibular - para que os alunos possam "apreender" os assuntos.

Educação é muito mais do que isso. Educação é diálogo permanente e aqui, quando falamos em diálogo, tratamos deste em pelo menos dois níveis. Um no âmbito das escolas e outro no âmbito das famílias. Nestas, essa prática, que deveria ser constante, em muitos casos praticamente deixou de existir, seja pela enfraquecimento da família enquanto espaço de diálogo, seja pela própria inexistência desta.  Um intenso e permanente diálogo é conversa que flui, é um verdadeiro jogo de ir e vir, de ouvir e falar, de ceder e conceder. Mas é também o exercício da autoridade - não do autoritarismo - nos
momentos necessários.

Um outro diálogo é aquele entre o conhecimento que cada um traz de sua realidade e experiência de vida com a Ciência e a Cultura, estas com "c" maiúsculo mesmo. Mas não como uma imposição destas sobre as demais ciências, saberes, conhecimentos e culturas, aqui todas em minusculo e no plural. A busca por essa convivência permanente entre diferenças, conhecimentos e saberes constitui-se no movimento central para a preparação dos jovens para o mundo. E
quando falamos em mundo estamos a nos referir também ao mundo do trabalho, mas não só a este. Falamos de um mundo que ainda nem sabemos como vai se configurar no futuro.

Aqui, temos que retomar a minha preferida questão: o fortalecimento do fundamental papel dos professores nas escolas, este sim, seguramente, o verdadeiro "fator uaauu".

 

Uma versão ligeiramente reduzida foi publicada no jornal A Tarde, de 08.06.2009, página 03. Publicado no Terra Magazine de 11.06.2009.


June 08, 2009 06:43 PM

Rafael Gomes

Novo portal do Softwarelivre.org

Para sobreviver, tudo tende a evolução e com base nisso o sítio softwarelivre.org, mantido pela ASL (Associação de Software Livre) também evoluiu. Em uma ótima iniciativa, ele foi migrado para um ambiente totalmente novo,mais bonito e o melhor, mais interativo. Utilizando a ferramenta Noosfero, me parece que não foi uma tarefa ...

June 08, 2009 05:00 AM

07/06/2009

Rafael Gomes

Identi.ca ou Twitter?

Muito foi dito sobre o "nascimento" do Twitter. Realmente é mais uma forma de comunicação. Para quem não conhece, aconselho ler esse link. Eu aderi logo ao Twiiter, fiz minha conta. Usei durante meses, no inicio achei que era uma modinha, mas resolvi continuar. Conheci então o Twitterfox, que otimizou minha utilização ...

June 07, 2009 01:00 AM

06/06/2009

JavaBahia

JavaOne 2009 - 2o Dia



O ponto alto do 2o dia de JavaOne para mim foi a General Session do final da tarde, chamada Your Lifestyle: Mobile, TV and Beyond (video acima). Uma série de conversas e demonstrações interessantes sobre o uso de Java nos mais diversos tipos de dispositivo: Celular (sao 2.6 bilhões de mobile phones usando Java), SmartBook, Amazon Kindle, Netbook, PlayStation, Set-top Box, Blu-ray disk. Ainda meio insipiente no JavaOne de 2008, agora o JavaFX desponta como um forte competidor nesse mundo, aproveitando-se da caracteristica multiplataforma do Java (graças ao Java Runtime Environment, a maquina virtual Java). Aplicações de excelente qualidade visual e interatividade podem ser construidas por desenvolvedores usando ferramentas como o NetBeans (que ja possui suporte ao JavaFX SDK - veja em javafx.netbeans.org); Um mesmo programa sendo " deployed" para todos os tipos de "screen" . Melhor do que eu tentar descrever, sugiro ver direto o capitulo 2 video já disponivel.

Quanto às sessões, destaco uma Mesa Redonda sobre Tecnologias de TV Digital. O foco dos americanos, diferente do Brasil, é TV a cabo e Blu-ray discs. Veja no post anterior o que Clayton Chagas, brasileiro que apresenta uma sessao sobre o assunto na 6a-feira, achou do papo. Tambem fui conferir Building Commercial-Quality Eclipse Plug-Ins, apresentada pelos caras que escreveram o livro de mesmo nome. A apresentação foi um condensado de um Tutorial de 6 horas e apresentou boas dicas. O tema desperta interesse devido a reestruturação da arquitetura dos plug-ins do Demoiselle Framework que estamos iniciando (quer contribuir? junte-se a nós em sourceforge.net/projects/demoiselle-wzd). Entre uma sessão e outra aproveitei que a fila estava pequena e tirei uma foto com o Duke!


Depois de tanta informação e muita conversa interessante (principalmente no java.net Community Corner) eu e o Gabriel Falconieri (o primeiro e único especialista que conhe'co em Java Modeling Language - JML) fomos de bonde no Hard Rock Cafe do Fishermans Wharf comer uma refeição decente (todo dia o sanduiche fornecido aos participantes, ninguem aguenta!)


June 06, 2009 03:02 PM

05/06/2009

Wille Marcel

IV FSL-BA, III ENSL e Free Software Bahia 2009

Semana passada participei de três eventos de software livre em Salvador: Free Software Bahia 2009,  IV Festival de Software Livre da Bahia e III Encontro Nordestino de Software Livre.

O Free Software Bahia 2009 foi um evento mais formal e institucional, voltado principalmente para a esfera governamental e projetos de inclusão digital. No entanto, alguns painéis foram interessantes por mostrar como o setor público têm contribuído com o desenvolvimento de software livre e o quanto dinheiro tem sido economizado.

Aí vão minhas anotações:

Cláudio Crossetti Dutra – CELEPAR

Marconi Nogueira – Caixa

Paulo Maia – Caixa

Ulisses Penna – Banco do Brasil

No IV FSL-BA e III ENSL, o que pude ver de mais interessante foi:

June 05, 2009 10:05 PM

04/06/2009

Rafael Gomes

Enfim… Casei!

Como já havia anunciado aqui, eu entrei para o time dos casados nesse ultimo sábado (30 de maio de 2009). Uma festa sensacional, onde pude contar com meus amigos mais próximos, com algumas exceções daqueles que realmente não puderam ir. (Eu perdôo, mas perderam um festão viu?). Para aqueles que não ...

June 04, 2009 09:00 PM

Tecnologias e Novas Educações (GEC/FACED/UFBA)

A Revolta das Palavras Digitais


Nas minhas pesquisas sobre escrita de livros digitais encontrei na Biblioteca de Livros Digitais o livro A Revolta das Palavras Digitais, de Carlos Correia. Este livro é um manifesto sobre livros digitais e suas infinitas possibilidades e mostra como, com o uso das tecnologias, o texto pode deixar de ser rígido para ser interativo, dando liberdade ao leitor de escolher o caminho do seu percurso e explorando a criatividade do escritor em utilizar os recursos que a tecnologia dispõe para enriquecer seu texto.

Uma conversa esclarecedora com minha colega de pesquisa, Marildes Caldeira, sobre o livro citado a cima me fez descobri que o interessante do livro digital é que ele pode ser muito mais do que a mera transposição das letras do papel para a tela. Aliás, o próprio Carlos Correia, no seu site pessoal, falar que existe uma diferença entre o e-livro e ciberlivro, sendo o e-livro a transposição do livro impresso em livro virtual (na tela do computador). Já o ciberlivro é um gênero novo que apresenta na sua estrutura textual diversas possibilidades mediáticas, tornando o livro mais dinâmico. A ciberliteratura é estruturada pelo hipertexto, utilizando-se muitas vezes da hipermídia e resultando numa forte interatividade leitor-livro-escritor. Se por um lado a leitura do livro digital é cansativa, pois nos força permanecer na mesma posição corporal (em frente ao computador), além da luminosidade da tela do PC cansar a visão, por outro, essa dinamização das letras e a utilização de outros recursos como áudio, vídeo e animação com certeza tornam a leitura mais interessante, nos livrando da leitura muitas vezes maçante dos livros impressos. Isso revela uma das vantagens do livro eletrônico, ou melhor, do ciberlivro em relação ao livro impresso:  a de poder interagir com ele.

Nessa Biblioteca Digital onde encontrei o livro, também é possível encontrar outros ciberlivros, principalmente infantis, que utilizam diversas mídias. Esse formato de livro infantil com certeza torna a leitura mais interessante para a criança, porque não é estática. O pessoal de pedagogia pode com mais propriedade do que eu, que a dinamização, o colorido, a utilização de diversos recursos é mais interessante para a aprendizagem da criança. Certo? Então o ciberlivro aparece também como um recurso interessante para a aprendizagem infantil.

Para os adultos, leitores ou não de livros digitais, fica a dica para ler o livro de Carlos Correia e entrar no site dele que também é bem interessante. Carlos Correia doutor em Sistemas Audiovisuais e Multimédia, professor da Universidade Nova de Lisboa e escritor de peças de teatro e livros. Bastante premiado, vem desenvolvendo trabalhos sobre hipermídia e educação.

Então é isso.
Boa viagem à todos
Agora podem soltar os cachorros.

Raquel Maciel

June 04, 2009 04:47 PM